- As ideias não precisam ser inventadas. Elas saem de três fontes que não secam: as perguntas da caixinha de quarta, as dúvidas que os seus clientes e as pessoas dos cafés repetem e o que você acabou de estudar.
- Os assuntos que o cliente traz para a reunião são cerca de treze, e eles se repetem: orçamento, dívidas, reserva, patrimônio, seguros, plano de saúde, sucessão, investimentos, consórcio, cartão e milhas, separar o dinheiro pessoal do da empresa, mudança de carreira e metas.
- A frase do cliente quase nunca diz o nome do assunto. "Eu paguei um absurdo de fatura em janeiro" é cartão de crédito, e esse jeito de falar, sem expor ninguém, vira o começo do seu post.
- Cada época do ano traz os seus assuntos: matrícula, IPVA, IPTU e seguro do carro no começo do ano, férias no meio e décimo terceiro e compras no fim.
- Nem toda ideia precisa ensinar. Metade do conteúdo prova que você entende, três em cada dez publicações provam que você resolve e duas em cada dez mostram quem você é.
- Uma ideia rende vários posts. O mesmo assunto vira Reel, carrossel, foto com legenda e stories, e os quatro ganchos prontos dão a ele quatro começos diferentes.
- Uma hora por semana resolve o que você vai postar. Sempre no mesmo dia, você escolhe os três temas, escreve os roteiros e as legendas e deixa tudo pronto para publicar.
- Algumas ideias nunca vão ao ar: venda no feed, história de cliente sem autorização, nome de produto ou de banco e promessa de rentabilidade.
Se você está procurando ideias de conteúdo para Educador Financeiro, provavelmente já viveu uma curva que eu vejo em quase todo aluno. A pessoa começa cheia de energia e publica na segunda, na terça e na quarta, cai para um post na segunda semana e, na terceira, o perfil congela.
No meio dessa curva aparece a pergunta que trava a maioria: o que eu publico? E aí vem a parte cruel: três semanas de silêncio desfazem o que o esforço de uma construiu, porque o seguidor esquece e a plataforma também.
Só que o assunto de um educador financeiro não acaba. Depois de centenas de atendimentos, eu te garanto que os assuntos que o cliente traz para a reunião são cerca de treze, e eles se repetem: o que muda é a pessoa, o momento e o número.
E o que se repete na reunião se repete no feed. A dúvida que três clientes trouxeram este mês é a mesma de muita gente que ainda nem te conhece, e é por isso que, quando você posta sobre ela, alguém para de rolar a tela.
Neste artigo eu mostro como eu ensino a tirar ideias de conteúdo do seu próprio atendimento. Na ordem: por que as ideias acabam, de onde vêm as que não acabam, que assuntos o cliente traz, como a frase dele vira post, o que cada época do ano traz, se toda ideia precisa ensinar, como uma ideia vira vários posts, onde guardar as ideias, o que nunca vai ao ar, como saber se a ideia foi boa e o que fazer quando o post puxa conversa.
Por que as ideias de conteúdo acabam?
As ideias acabam quando você decide o que publicar no dia de publicar. Cada post vira uma decisão que você toma do zero, e decidir todo dia cansa muito mais do que executar o que você já decidiu no planejamento.
Quando o perfil congela na terceira semana, o problema é a largada errada: um ritmo de empolgação no lugar de um ritmo possível.
Pensa em alguma coisa que você já tentou transformar em hábito na base da empolgação, como academia, leitura ou uma dieta. Começou forte, durou duas ou três semanas e morreu, e o que faltou ali, quase sempre, não foi vontade: foi um plano do tamanho da sua rotina real.
E a sua agenda, enquanto você constrói a carreira, já vive dividida entre prospecção, atendimento e estudo. Se as suas ideias de conteúdo dependem de inspiração, elas somem na primeira semana apertada.
A solução é mudar o lugar de onde a ideia sai. Ela deixa de sair da sua cabeça e passa a sair do seu atendimento, das perguntas que chegam até você e do que você estuda, e aí, na hora de planejar, você escolhe em vez de inventar.
De onde vêm as ideias que não acabam?
As ideias que não acabam vêm de três fontes que a sua própria rotina alimenta, e nenhuma delas pede criatividade.
- As perguntas da caixinha de quarta-feira. Nos stories, a quarta é o dia da caixinha de perguntas: você abre de manhã, com um convite como "me faz uma pergunta sobre dinheiro que eu respondo por aqui", e responde à tarde. Cada pessoa que responde está levantando a mão, às vezes sem perceber, e te contando qual é a dor dela, com as palavras dela.
- As dúvidas que os seus clientes e as pessoas dos cafés repetem. São as mesmas de sempre, e é justamente isso que faz delas uma fonte boa: se a dúvida voltou, ela é assunto.
- O que você acabou de estudar. Ensinar o que se aprende fixa o conhecimento e vira conteúdo honesto, e essa fonte funciona mesmo antes do primeiro cliente.
As três fontes formam um ciclo: a caixinha te dá tema, o tema vira post, o post gera interação, e a interação te dá tema de novo.
A caixinha tem dois irmãos que fazem um papel parecido: a enquete de dois toques e a figurinha de reação. A enquete pergunta, por exemplo, se a pessoa sabe para onde foi o salário do mês passado, e a figurinha mede quem está vivo do outro lado. Toda resposta dessas abre uma conversa no direct.
O roteiro dos stories de cada dia da semana, com a caixinha no centro, está em stories para vender consultoria financeira.
Das três, a fonte que mais pede atenção é a segunda, porque o assunto chega até você toda semana, só que quase nunca com o nome dele.
Que assuntos o seu cliente traz para a reunião?
Os assuntos que o cliente traz para a reunião são cerca de treze, e eles chegam em três grupos. Esse é o mapa que eu uso para te ensinar a reconhecer o assunto no atendimento, e ele serve do mesmo jeito para encher a sua lista de ideias, porque cada assunto rende muitos posts.
A base é orçamento, dívidas, reserva de emergência e patrimônio, e vem antes de tudo na reunião. A proteção é seguros, plano de saúde e sucessão: o cliente não pede, e é você que traz. E as decisões grandes são investimentos, consórcio, cartão e milhas, separar o dinheiro pessoal do da empresa, mudança de carreira e metas.
Cada um dos treze tem um jeito próprio de aparecer, e de cada jeito sai uma ideia de post.
| Assunto | Como ele aparece | Uma ideia de post |
|---|---|---|
| Orçamento | "Não sei para onde vai o dinheiro." | Por que o orçamento que ninguém revisa morre, e como refazer o limite de cada categoria com o número real. |
| Dívidas | "Eu peguei um empréstimo para quitar outro." | Maior taxa primeiro ou menor dívida primeiro: as duas contas lado a lado, com o custo de cada caminho. |
| Reserva de emergência | "Eu tiraria do cartão", quando você pergunta o que ele faria se o carro quebrasse amanhã. | Por que a conta da reserva usa os meses do que você gasta, e não do que você ganha. |
| Patrimônio | O cliente tem bens e nunca somou quanto eles valem. | Como somar o que você tem e o que você deve, e por que o resultado pode dar negativo. |
| Seguros | "Se acontecer alguma coisa comigo, eu não sei como fica a minha mulher." | Três perguntas antes de pensar em seguro: quem depende da sua renda, o que acontece com a casa se essa renda parar e o que já está coberto. |
| Plano de saúde | "Eu estou pensando em cancelar porque está caro." | O que é carência e rede credenciada, explicado sem indicar plano nenhum. |
| Sucessão | "A gente nunca falou sobre isso em casa." | O que é o inventário, que tem custo, prazo e imposto, e como abrir essa conversa dentro da família. |
| Investimentos | "Está tudo parado na conta" ou "meu gerente me ofereceu uma coisa". | Por que investir com dívida cara aberta é encher um balde furado. |
| Consórcio | Alguém ofereceu um, ou o cliente quer um bem grande e não tem pressa. | Como funciona o consórcio, sem juros e com taxa de administração, e por que ele serve para quem pode esperar. |
| Cartão de crédito e milhas | "Eu paguei um absurdo de fatura em janeiro." | Antes de falar de milha, uma pergunta: você paga a fatura inteira todo mês? |
| Dinheiro pessoal e da empresa | "Eu recebo tudo pelo meu CNPJ e vou puxando quando precisa." | Por que misturar as duas contas esconde se o negócio dá lucro, e o que é pró-labore. |
| Mudança de carreira | "Eu estou pensando em sair" ou "quero abrir um negócio". | Por quantos meses o dinheiro disponível cobre o custo fixo atual sem a renda nova. |
| Metas e objetivos | "Esse ano eu não consegui viajar de novo." | Objetivo sem número é sonho: como transformar um desejo em meta com valor e prazo. |
Nenhuma ideia da tabela cita banco, produto, corretora ou seguradora, e isso é de propósito. A régua que vale para os treze assuntos é curta: educar sobre a categoria, sim; indicar o produto, não.
Você pode explicar o que a categoria é e para que serve, mostrar por que ela serve ou não serve para um objetivo e fazer a conta dos caminhos. Nome de instituição, percentual de alocação e promessa de rentabilidade ficam fora do post, como ficam fora da reunião, e o motivo dessa linha está em Educador Financeiro é regulamentado.
E o seu cliente nem sempre é o endividado. Tem gente querendo fazer o salário sobrar, família planejando uma conquista e gente organizada querendo dar os primeiros passos como investidor, e os treze assuntos servem para todos eles.
Os assuntos da proteção nunca parecem urgentes até o dia em que são, e por isso, no feed, é você que traz, do mesmo jeito que na reunião.
Como a frase do cliente vira post?
A frase do cliente quase nunca diz o nome do assunto, e é exatamente por isso que ela dá um bom começo de post.
Ninguém chega na reunião dizendo que quer falar de sucessão patrimonial. A pessoa diz que o pai está velhinho e não quer conversar sobre isso, e ninguém diz que precisa rever os seguros: diz que, se acontecer alguma coisa com ela, não sabe como fica a família.
- "Esse ano eu não consegui viajar de novo": metas e objetivos, com um pé no orçamento, porque o desejo nunca virou meta com valor e prazo.
- "Meu pai está com a saúde fragilizada e ele tem duas casas": sucessão.
- "Eu paguei um absurdo de fatura em janeiro": cartão de crédito, com as despesas que não se repetem todo mês por trás, porque janeiro é data no calendário.
- "Eu recebo tudo pelo meu CNPJ e vou puxando quando precisa": separar o dinheiro pessoal do da empresa.
No post, você faz o caminho de volta: começa pela frase, do jeito que as pessoas falam, e só depois chega no assunto. É o gancho de identificação, que chama o seu cliente pelo espelho e descreve a situação dele antes de qualquer conselho, como em "se você ganha bem e mesmo assim o mês aperta, esse vídeo é para você".
Com as quatro frases da lista, os começos saem quase prontos. A pergunta "pagou um absurdo de fatura em janeiro e não sabe o que aconteceu?" abre um carrossel sobre as despesas que não vêm todo mês. E a pergunta "esse ano também não deu para viajar?" abre um Reel sobre transformar desejo em meta com valor e prazo.
A frase entra no post como frase de muita gente, e nunca como o caso de um cliente. Sem nome, sem a profissão dele, sem o print da conversa e sem nenhum detalhe que deixe alguém reconhecer a pessoa, porque, quando o cliente conta a vida dele na reunião, ele não está te autorizando a publicar.
O número que você vê na tela do cliente também vira ideia de post. Uma categoria que estoura todo mês, uma fatura que dobrou, o patrimônio inteiro preso num bem só: quando o mesmo número aparece em vários clientes, ele vira assunto, e você fala dele como um padrão, sem o número de ninguém.
Que ideias cada época do ano traz?
A data no calendário traz assuntos que você consegue prever com meses de antecedência. Início de ano traz matrícula, IPVA, IPTU e seguro do carro; meio do ano traz férias; fim de ano traz décimo terceiro e compras.
Na reunião, eu ensino a marcar essas datas no calendário para chegar nelas antes do cliente. No conteúdo, a lógica é a mesma: o post sobre as contas de janeiro ajuda mais quando sai antes que elas cheguem, e o das férias, quando ainda dá tempo de guardar.
- Começo do ano: as contas que chegam juntas em janeiro, como matrícula, IPVA, IPTU e seguro do carro, e por que elas pegam de surpresa o orçamento feito só com o que se repete todo mês.
- Meio do ano: as férias, e como transformar a viagem num objetivo com valor e prazo, em vez de deixar para ver quanto sobra.
- Fim do ano: o décimo terceiro e as compras, e um plano para o dinheiro extra feito antes que ele caia na conta.
E se o post de janeiro falar de fatura, lembre da pergunta que vem antes de qualquer outra no tema do cartão: a fatura é paga inteira todo mês? Se não é, o assunto é dívida, e eu mostro como conduzir esse caso em como tirar o cliente da dívida do cartão de crédito.
Toda ideia precisa ensinar alguma coisa?
Metade das suas ideias ensina, e a outra metade prova que você resolve e mostra quem você é. No método, cada publicação dá uma de três provas para quem te segue: provo que entendo, provo que resolvo e provo quem sou.
A proporção é metade do conteúdo em provo que entendo, três em cada dez publicações em provo que resolvo e duas em cada dez em provo quem sou. Ela vale para a média da semana e do mês, nunca para um dia só. E ela te protege de três armadilhas: o perfil só de ensino vira aula sem alma, o só de depoimento vira propaganda e cansa, e o só de vida vira diário pessoal.
O provo que entendo é o ensino, e é nele que os treze assuntos da reunião mais aparecem. Como sair do cartão de crédito, os três primeiros passos da reserva de emergência, o erro de quem anota gasto e não muda nada e por onde começar a investir com pouco são exemplos desse tipo de post.
O provo que resolvo é o resultado: o depoimento de um cliente, com autorização, ou o agradecimento que chegou depois de uma palestra. E enquanto os clientes não chegam? Aí você usa o que tem: o agradecimento de alguém que você encontrou para um café, a reação da plateia da sua primeira palestra e a sua própria história com o dinheiro. O seu primeiro caso resolvido pode ser você mesmo.
O provo quem sou é a conexão: a sua rotina de estudo, a sua família, a sua fé e o motivo de você ter escolhido essa profissão. A vida aparece, e aparece de propósito, porque é ela que transforma um perfil técnico numa pessoa em quem se confia. E o que entra passa pelo critério da mesa de reunião: se você não mostraria aquilo a um cliente sentado na sua frente, fica fora do perfil público.
No calendário da semana, a divisão já vem desenhada: os posts de segunda e de quarta são de provo que entendo, e o de sexta alterna entre resolvo e quem sou, uma semana cada.
Os três provos, com mais exemplos de cada um, estão em como criar conteúdo para Instagram sendo Educador Financeiro.
Como uma ideia vira vários posts?
Uma ideia boa rende mais de um post, porque cada formato faz um trabalho diferente com o mesmo assunto. A divisão cabe numa frase: o Reel alcança, o feed ensina, os stories aproximam.
O Reel leva o assunto para quem ainda não te segue, e o carrossel aprofunda com quem já chegou. A foto com legenda mantém o feed vivo com dez minutos de trabalho, e os stories abrem a conversa com quem já acompanha você todos os dias.
- No Reel, o gancho de identificação abre com "pagou um absurdo de fatura em janeiro e não sabe o que aconteceu?". O vídeo tem de um minuto a um minuto e meio e segue com três pontos, cada um com o que é, o erro comum e um passo que a pessoa consegue repetir.
- No carrossel, a capa para a rolagem com uma frase forte, a tela seguinte dá nome ao problema, o miolo entrega o princípio e um passo curto, e a última tela fecha com uma frase que fica na cabeça e um convite para conversar. Ele é bom quando a pessoa salva.
- Na foto com legenda, uma foto sua e de três a seis linhas de reflexão sobre começar o ano sem susto, com a primeira linha forte, porque é ela que decide se a pessoa toca no "ver mais".
- Nos stories, a caixinha de quarta ou uma enquete de dois toques pergunta como foi o janeiro de quem te segue, e as respostas viram o tema da semana seguinte.
Você ainda começa o mesmo assunto de jeitos diferentes com os quatro ganchos prontos: contradição, número, erro e acerto, e identificação. Com a reserva de emergência, que é um dos assuntos da base, os quatro ficam assim.
| Gancho | Como funciona | Com a reserva de emergência |
|---|---|---|
| Contradição | Abre pelo oposto do que a pessoa espera ouvir. | "Sua reserva de emergência não existe, e a culpa não é do seu salário." |
| Número | Cria expectativa com começo e fim. | "Os três erros de quem tenta montar a reserva e nunca consegue." |
| Erro e acerto | Desmonta um hábito e propõe outro no lugar. | "Pare de guardar o que sobra. Separe a reserva no dia do salário." |
| Identificação | Chama o seu cliente pelo espelho, descrevendo a situação dele. | "Se o carro quebrasse amanhã e você pensou no cartão, esse vídeo é para você." |
Quatro estruturas, infinitos vídeos: você troca o tema, mantém o esqueleto, e o gancho nasce pronto. O roteiro completo do Reel, com as cinco partes e um exemplo de um minuto e meio, está em roteiro de Reels para Educador Financeiro.
Onde guardar as ideias de conteúdo?
Guarde as ideias num lugar só e fácil de achar: papel e caneta ou as notas do celular. O lugar importa menos do que o costume de anotar a dúvida no mesmo dia em que ela apareceu, sem o nome de quem perguntou, porque no domingo você não lembra mais da conversa de terça.
Uma hora por semana, sempre no mesmo dia, é o que você precisa para transformar essa lista numa semana pronta. Domingo à noite ou segunda cedo costumam funcionar bem, e nessa hora você faz três coisas: escolhe os três temas da semana, escreve os roteiros e as legendas e deixa o material pronto para publicar.
O ritmo que eu ensino para quem está começando é de três posts de feed por semana, na segunda, na quarta e na sexta, com stories todos os dias. Pelo menos um dos três é um Reel, porque é o formato que alcança quem ainda não te segue, e quando a carteira de clientes crescer e a rotina acomodar, você pode subir para quatro ou cinco, nunca para menos de três.
O calendário também tem espaço para o imprevisto. Se numa quarta chega um agradecimento emocionado de um cliente, você guarda para a sexta, que é o dia do provo que resolvo, e publica com a autorização dele, sem mexer no post do dia e sem perder o ritmo.
O que nunca pode virar post?
Algumas ideias parecem boas e nunca vão ao ar, porque estragam a confiança que você está construindo com quem te segue.
- Venda no feed. Nenhuma publicação vende: promoção de consultoria e chamada de "compre agora" ficam fora, porque o post existe para provar e abrir conversa, e a venda acontece na sessão de aconselhamento. A chamada do post pede uma interação, como comentar uma palavra, salvar ou mandar mensagem no direct.
- História de cliente sem autorização. Depoimento só vai ao ar com autorização registrada, e o cliente escolhe entre nome e foto, só o primeiro nome sem foto ou um trecho anônimo. A escolha dele é lei, e em caso sensível, como dívida profunda ou questão de família, prefira o anônimo mesmo que ele autorize o nome. Como pedir o depoimento sem constranger ninguém está em como usar prova social sendo Educador Financeiro.
- Nome de produto, de banco ou de corretora. Vale também para percentual de alocação e para a escolha da apólice, do plano de saúde ou do investimento, que fica com o profissional habilitado para cada um.
- Promessa de rentabilidade. Educador financeiro promete organização, clareza e método, nunca rentabilidade.
- Post para colega de profissão. Rende reconhecimento entre colegas e nenhum interessado, porque o seu conteúdo fala com a pessoa que quer arrumar a vida financeira.
- O que você não mostraria a um cliente na sua mesa. O critério da mesa de reunião vale para cada ideia, antes que ela vire post.
Como saber se a ideia foi boa?
A ideia foi boa quando o post faz alguém agir: salvar, comentar, responder a caixinha ou mandar mensagem no direct.
Cada formato tem o seu sinal. O carrossel é bom quando a pessoa salva, porque salvamento quer dizer "eu quero voltar nisso", e o Reel é bom quando a pessoa fica até o fim, porque a plataforma mede o quanto as pessoas ficam, e não o quanto você fala.
Os stories são bons quando a pessoa responde. Stories sem interação é televisão, e stories com interação é prospecção.
E de todas as respostas, a que mais conta para o seu negócio é a mensagem no direct, porque é lá que o interesse vira sessão de aconselhamento marcada.
Não meça a ideia pelo número de seguidores. Existem perfis com 800 seguidores fechando clientes todos os meses e perfis com 20 mil que nunca receberam uma mensagem de interessado, e a diferença está no que o perfil prova para quem chega.
Seguidor não vira cliente porque você publica muito: vira porque você prova as coisas certas.
E o post que funcionou te devolve o próximo tema. As perguntas que chegaram nos comentários e no direct entram na lista da semana seguinte, e o ciclo volta a girar.
O que fazer quando o post puxa conversa?
Quando alguém responde a caixinha ou manda mensagem por causa de um post, essa pessoa levantou a mão, e o próximo passo é seu.
No direct, a regra é uma só: o direct não vende, o direct agenda. O post fez a pessoa levantar a mão, e na conversa você transforma esse interesse em sessão de aconselhamento gratuita marcada, com toda mensagem terminando em pergunta.
Preço não se apresenta por mensagem. Se a pessoa perguntar quanto custa, a resposta é leve e verdadeira: depende da situação dela, e é isso que a sessão gratuita esclarece.
O passo a passo dessa conversa, dos primeiros contatos até a reunião marcada no WhatsApp, está em social selling para Educador Financeiro, com os sete passos do direct.
O conteúdo também não trabalha sozinho no começo da carreira. Sozinha, a prospecção na sua rede próxima esbarra no tamanho dela, e sozinho, o conteúdo demora meses para trazer o primeiro contrato: juntos, um te dá velocidade e o outro te dá escala.
A rede próxima, o conteúdo, a conversa no direct e a sessão de aconselhamento que fecha o contrato formam um caminho só, e esse caminho inteiro é o que eu ensino na Formação.
A Formação
Do conteúdo ao cliente, com método
O conteúdo que prova o seu trabalho, o direct que agenda e a sessão de aconselhamento que fecha o contrato.
Agendar Sessão EstratégicaPerguntas frequentes
Como ter ideias de conteúdo sendo Educador Financeiro?
Tire as ideias de três fontes que não secam, em vez de inventar assunto do zero toda semana. As fontes são as perguntas da caixinha de quarta nos stories, as dúvidas que os seus clientes e as pessoas dos cafés repetem e o que você acabou de estudar. Elas formam um ciclo: a caixinha te dá tema, o tema vira post, o post gera interação e a interação te dá tema de novo. E uma hora por semana, sempre no mesmo dia, basta para escolher os três temas, escrever os roteiros e as legendas e deixar tudo pronto.
O que publicar no Instagram de Educador Financeiro?
Publique sobre os assuntos que o seu cliente traz para a reunião, que são cerca de treze e se repetem de cliente para cliente. São orçamento, dívidas, reserva de emergência, patrimônio, seguros, plano de saúde, sucessão, investimentos, consórcio, cartão e milhas, separar o dinheiro pessoal do da empresa, mudança de carreira e metas. Divida as ideias entre ensinar, que é metade do conteúdo, mostrar resultado de cliente com autorização, em três de cada dez publicações, e mostrar quem você é, nas duas restantes. E nenhuma publicação vende, porque o post existe para provar e abrir conversa.
Quantas vezes por semana publicar no Instagram?
O ritmo que eu ensino para quem está começando é de três posts de feed por semana, na segunda, na quarta e na sexta, mais stories todos os dias. Dois dos três posts ensinam e o terceiro alterna, numa semana mostrando resultado e na outra mostrando quem você é, e pelo menos um é Reel, porque é o formato que alcança quem ainda não te segue. Quando a carteira de clientes crescer e a rotina acomodar, dá para subir para quatro ou cinco, mas nunca para menos de três.
Posso usar a história de um cliente num post?
Pode, desde que o cliente autorize e que a autorização fique registrada. Ele escolhe entre aparecer com nome e foto, só com o primeiro nome e sem foto ou num trecho anônimo, e a escolha dele é lei. Em caso sensível, como dívida profunda ou questão de família, prefira o anônimo mesmo que ele autorize o nome. E a dúvida que você escuta de vários clientes é diferente: ela entra no post como frase de muita gente, sem nome, sem print e sem nenhum detalhe que deixe alguém reconhecer a pessoa.
E se eu ainda não tenho clientes?
Use as fontes que não dependem de cliente: a caixinha de quarta, as dúvidas das pessoas que você encontra para um café e o que você acabou de estudar. Ensinar o que se aprende fixa o conhecimento e vira conteúdo honesto. Para mostrar resultado, use o que você já tem: o agradecimento de alguém que você encontrou para um café, a reação da plateia da sua primeira palestra e a sua própria história com o dinheiro. O seu primeiro caso resolvido pode ser você mesmo.
Posso falar de investimento nos meus posts?
Pode, desde que você eduque sobre a categoria e não indique produto. Explicar o que é reserva de emergência, para que serve cada categoria de investimento ou por que investir com dívida cara aberta é encher um balde furado é educação financeira. Nome de produto, de banco ou de corretora, percentual de alocação e promessa de rentabilidade ficam fora de qualquer post, porque educador financeiro promete organização, clareza e método, nunca rentabilidade.
Por que os meus posts não trazem cliente?
Porque post nenhum fecha cliente sozinho. O post prova que você entende, que resolve e quem você é, e abre conversa, e a venda acontece na sessão de aconselhamento, depois que o direct agendou a reunião. Se ninguém comenta, salva ou manda mensagem, revise o começo dos posts e a chamada de cada um, que deve pedir uma interação, e nunca a compra. E lembre que o primeiro cliente costuma vir da sua rede próxima, com o conteúdo trabalhando junto.
Por onde começar nas próximas 24 horas?
Separe um tempo hoje, abra as notas do celular e siga esta ordem.
- Escreva as dúvidas que os seus clientes ou as pessoas dos seus cafés repetiram no último mês, sem o nome de ninguém.
- Ao lado de cada uma, escreva qual dos treze assuntos está por trás dela.
- Escolha três dúvidas e marque o dia de cada uma na semana: segunda, quarta e sexta.
- Transforme a primeira num roteiro de Reel, começando por um dos quatro ganchos.
- Na quarta, abra a caixinha de perguntas de manhã, com o convite "me faz uma pergunta sobre dinheiro que eu respondo por aqui", e responda à tarde.
- Marque na agenda a sua hora fixa de planejamento da semana.
Depois que esse ciclo gira por algumas semanas, a pergunta "o que eu publico?" simplesmente desaparece da sua vida.